quarta-feira, 11 de junho de 2014

DONDE HAY AMOR, HAY DOLOR


Donde hay amor, hay dolor, eis a frase chave do filme Quase Gigolo, do John Turturro, interpretado pelo próprio e pelo Woody Allen (para além doutros nomes sonantes). 
Belíssimas interpretações, as de ambos, a do primeiro, no registo do personagem solitário, sensível e romântico, expressando-se mais pela profundidade e pela lonjura dum olhar desamparado, do que por palavras, a do segundo, no registo dos personagens que lhe são habituais,  e a que sempre imprime um cunho tão particular, naquela espécie de distracção da vida, meia infantil, meia excêntrica, e nas típicas idiossincrasias, desta vez, com ênfase na religião.
Se a história parte duma situação em que aquele primeiro personagem é levado, pela mão do segundo, a envolver-se num esquema de prostituição, aparecendo como um contrariado, mas bem sucedido, gigolo, acaba por tomar um rumo diverso quando ele se apaixona...
Donde hay amor, hay dolor é, justamente, a frase proferida ao acaso, quando o gigolo conhece aquela por quem se apaixonará, e vem, mais tarde, a ser proferida por esta, já não ao acaso... Daí eu tê-la considerado a frase chave do filme.
De resto, trata-se dum filme leve, com uma óptima banda sonora, que convida ao sorriso e se deixa ver com uma certa ternura. E, mais do que, em certa medida, viver do Woody Allen, pode considerar-se uma homenagem a este magnífico actor e realizador, tanto o personagem que representa apenas parece fazer sentido em função dele. E tem o maravilhoso cenário de New York. 
Enfim, não é um filme espantoso, mas é de ver.
 
 
 
 
 
  

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